A vida tem um jeito engraçado de testar nossa alma
Uma semana ruim pode ser o desafio final do merecimento de algo
Mas se você tiver um apoio forte e fixo onde se segurar e se manter
"É só uma semana ruim"
E quando você passa a semana ruim,
E supera a ansiedade, o estresse, a tristeza
Pode ser que algo mágico aconteça
E 3 dias parecem bem mais longos (e curtos) do que uma semana inteira
Pode ser que você perceba o quão sortudo é
Ou pode ser que a vida te esfregue isso na fuça
Pra você parar de drama desnecessário (sempre é necessário, afs)
Pode ser que, como no ato de uma florzinha desabrochando,
Você fique no meio de várias pétalas amorosas que te abraçam e riem com você e te divirtam e te amem
Definitivamente, festas de aniversário são minha ocasião preferida do mundo
E, definitivamente, como é bom ter mais de uma família <3
(Sobre um dos dias mais felizes da minha vida e sobre amar intensamente mesmo em dias difíceis)
21 de jan. de 2019
12 de dez. de 2018
Botar pra fora coisas que não devem mais ficar
Ela sempre curtiu aquela banda. Desde o primeiro momento em que a ouviu. O ritmo era pegajoso. As frases, as vezes soltas e caóticas, as vezes melódicas e harmoniosas. A faziam dançar e decorar as letras. Não à força, mas porque não poderia mais viver sem dançá-las ou cantá-las.
E por isso, quis eternizar a banda em sua pele. Estava numa fase de decorar seu corpo. Sua alma transbordava, a obrigando a passar as cores pra pele.
O símbolo no cotovelo, todo em preto, com uma frase ao redor. Não a sua favorita, como seria de se imaginar. Mas a que mais amava cantar (e a canta até hoje).
A mãe, que não entendia sua necessidade de transbordar e eternizar (era muito esquecida, então eternizar era um jeito de nunca esquecer) ficou braba. Xingou, criticou, humilhou. Era véspera da formatura da mãe. Era uma data importante pra menina, que sempre quis que a mãe conquistasse sua independência e se livrasse das amarras do patriarcado. Mas a mãe a ameaçou, disse que não queria que a menina fosse em sua formatura com aquilo na pele.
A menina chorou, muito. Se revoltou, gritou, lamentou, dormiu mal. Dois monstros lutavam uma luta enorme em seu interior. Um queria ser amado, queria ser querido. O outro queria ser quem nasceu pra ser, queria ser diferente, queria rebeldia.
O primeiro ganhou.
E a menina pesquisou desesperadamente um jeito de arrancar o desenho de sua pele. Esfregou limões, lixou com esponjas e pedras, e nada do desenho sair. Maldito, acho que estava na alma mesmo. A pele vermelha e irritada, dolorida e sensível de tanto ser esfregada. A menina passou uma tarde toda tentando. Mas de nada adiantou.
A menina chorou um pouco mais, mas acabou aceitando a vitória tardia do segundo monstro, com medo, mas também com certo prazer.
A menina foi na formatura da mãe. Sua pele sarou e voltou ao normal. Mas, assim como o desenho, os machucados nunca saíram da sua alma.
E por isso, quis eternizar a banda em sua pele. Estava numa fase de decorar seu corpo. Sua alma transbordava, a obrigando a passar as cores pra pele.
O símbolo no cotovelo, todo em preto, com uma frase ao redor. Não a sua favorita, como seria de se imaginar. Mas a que mais amava cantar (e a canta até hoje).
A mãe, que não entendia sua necessidade de transbordar e eternizar (era muito esquecida, então eternizar era um jeito de nunca esquecer) ficou braba. Xingou, criticou, humilhou. Era véspera da formatura da mãe. Era uma data importante pra menina, que sempre quis que a mãe conquistasse sua independência e se livrasse das amarras do patriarcado. Mas a mãe a ameaçou, disse que não queria que a menina fosse em sua formatura com aquilo na pele.
A menina chorou, muito. Se revoltou, gritou, lamentou, dormiu mal. Dois monstros lutavam uma luta enorme em seu interior. Um queria ser amado, queria ser querido. O outro queria ser quem nasceu pra ser, queria ser diferente, queria rebeldia.
O primeiro ganhou.
E a menina pesquisou desesperadamente um jeito de arrancar o desenho de sua pele. Esfregou limões, lixou com esponjas e pedras, e nada do desenho sair. Maldito, acho que estava na alma mesmo. A pele vermelha e irritada, dolorida e sensível de tanto ser esfregada. A menina passou uma tarde toda tentando. Mas de nada adiantou.
A menina chorou um pouco mais, mas acabou aceitando a vitória tardia do segundo monstro, com medo, mas também com certo prazer.
A menina foi na formatura da mãe. Sua pele sarou e voltou ao normal. Mas, assim como o desenho, os machucados nunca saíram da sua alma.
6 de nov. de 2018
11/2018
O ser humano geralmente é, por sua natureza e infelizmente, corruptível. Qualquer endeusamento, a mim, parece errado demais. Exagero demais. Fanatismo demais. Você está criando um país para os seus filhos e netos, não apenas para você. Não tenha a ousadia de pensar que a sua linhagem será egoísta ou terá visão limitada como você. NÓS SOMOS A REVOLUÇÃO! Não ficaremos calados NUNCA, porque fomos ensinados a pensar e a questionar! Falaremos SEMPRE de política, e ficaremos de olho nestes velhos gagás que insistem em tentar nos tirar o direito de pensar! Ser oposição não significa estar contra o governo eleito, significa ser vigilante por não confiar no governo eleito. Torçamos para dar certo, REZEMOS para dar certo. Mas se começar a não dar, pode ter certeza que vocês vão saber pela nossa boca.
25 de set. de 2018
21 de set. de 2018
28 de jan. de 2018
A sensação de torpor pra mente
É como um doce
É como alimentá-la de algo que a satisfaça
Que a acalme
Que a faça gozar
Ficar embriagada
De pensamentos
De lágrimas
De amor
De paranoias
É dar à mente um momento de paz e de prazer
É fazer com que tudo o que incomoda, que preocupa
Simplesmente desapareça
E dê lugar a um prazer todo embaçado
Todo confuso
Mas ainda assim bom
Porque afinal
Geralmente aquilo que mais te faz feliz
Não te dá explicação nenhuma.
O agitado, sujo, violento
O limpo, puro, calmo
Há vários jeitos de gozar com a alma
E nenhum deles é errado.
Basta deixar que aconteça
Basta lembrar que é preciso, de vez em quando, ser um idiota sentimental.
É como um doce
É como alimentá-la de algo que a satisfaça
Que a acalme
Que a faça gozar
Ficar embriagada
De pensamentos
De lágrimas
De amor
De paranoias
É dar à mente um momento de paz e de prazer
É fazer com que tudo o que incomoda, que preocupa
Simplesmente desapareça
E dê lugar a um prazer todo embaçado
Todo confuso
Mas ainda assim bom
Porque afinal
Geralmente aquilo que mais te faz feliz
Não te dá explicação nenhuma.
O agitado, sujo, violento
O limpo, puro, calmo
Há vários jeitos de gozar com a alma
E nenhum deles é errado.
Basta deixar que aconteça
Basta lembrar que é preciso, de vez em quando, ser um idiota sentimental.
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