16 de dez. de 2015

SHAKE IT OUT

Como uma bruxa feliz por suas culpas, envolta por orgasmos e risadinhas, e tudo cheira a flores e vinho! O ruivo se torna acobreado, a pele lisa fica cheia de marcas coloridas e dançantes, o cabelo antes sempre disciplinado, agora toma formas e dança com tudo o mais! A voz antes tímida agora grita e gargalha, as mãos sempre pra baixo, agora se levantam e louvam à lua e às estrelas! E tudo é cheio de instrumentos e olhares e azul claro! E não há mais peso, há somente libertação, e felicidade, e tudo é pleno, como deve ser!

9 de dez. de 2015


Levar ele pra passear, deitar numa grama e observar a beleza da indecisão dos seus cachinhos...
Segurar a sua mão enquanto vejo um pôr do sol cor de rosa...
Chegar depois da aula em casa, e conversar até cair no sono, porque o papo é deliciosa e rola com a facilidade que a água tem pra descer uma garganta seca...
Colocar músicas nos favoritos, e lembrar delas porque as descobrimos juntos...

4 de dez. de 2015

Enquanto houverem forças pra lutar, não me importo com o balde de água fria de manhã.

Eu luto pela minha liberdade, pela liberdade de ser eu mesma, de ir e vir e de fracassar caso precise.

Preciso me livrar de amarras, de dependências. Eu não quero ajuda, não quero empurrões, agora eu só quero paz, calmaria, sossego, desapego.

Quero meu tempo, meu lugar, quero um pouco menos de cobranças.

Tudo bem, eu sei que isso é coisa de preguiçosa, mas eu acho que é só uma compensação mesmo, sabe, por que quando é demais, precisamos de um pouco de menos.

Eu preciso de risadas, de amor, eu só quero acordar com um ronron de amor, um beijo, um cafézinho ou o sol apenas. Já me cansei de acordar assustada, com berros, com cobrança, com xingamentos.

Só quero a paz que é minha, genuinamente minha.

28 de out. de 2015

Into the Wild

E mesmo que se vá, eu sei que se foi feliz, que se foi livre, que se foi sabendo que fez tudo que queria, e só fez o que queria. 

Ás vezes, a morte não é um fim. Não quando você deixa o seu legado, o amor que inspirou, a liberdade que viveu, os pequeninos que criou do próprio sangue. Ela se foi, mas inspirou a selvageria, a liberdade, a não-aceitação de tudo, o sacrifício e as brigas pelas próprias crias, o amor pra todos (HIUAEHIUAEHUHAIEU)...

Ela se foi, mas os seus quatro pequenos me farão lembrar sempre de como ela era livre, fora dos padrões, não-domesticada, não-mansa, e mesmo assim, amorosa, responsável, mãe.

É uma despedida, e espero ser pra eles a mãe que ela foi. :/

5 de out. de 2015

Espetáculo maravilhoso, Os Bosques que Dormem, hipnotiza e nos leva à um outro mundo, tão distante e mesmo assim tão próximo de nós! O vídeo com certeza não sustenta meu amor pela peça, mas dá pelo menos pra relembrar os momentos lindos que eu vivi em minha cabeça!

Um nascimento, rejeitado, mal visto. Amor, mesmo assim, amor pra dar! E agora? Querem mudá-la! Querem que ela não seja mais ela! Tão original e linda, não conseguem ver? Mas é assim, as vezes demora, mas uma hora o amadurecimento vem, e então, quando descobrimos quem realmente somos, podemos viver felizes, tão felizes quanto se pode ser, mesmo sendo diferentes!


Nem dá pra ver minha bobice estampada de felicidade ao segurar a pérolazinha francesa, né? HIUHAEUIAHEUI




1 de out. de 2015

Curica!

Pois é, lá no meio de tantos iazus, que são sempre calmos e serenos e sábios e blablabla, estava eu. Uma gota de veneno de Ent num tanque de água pura! Não vejo graça nesse pessoal que anda devagar, e não vê graça nos vulcões explodindo. CARA, EXPLOSÕES SÃO TUDO DE BOM! Um dia, quando eu sair daqui do meio desse monte de árvores e puder criar as minhas próprias explosões, vou orgulhar meu povo, e serei amada como uma heroína! Eu consegui uma vez, sabe, uma explosão. Tem um menino aortum que inventou uns túneis bem maneiros, e nós sempre nos encontramos lá, escondidos, é claro! E ele me mostrou o que acontece se você mistura pólen de flor dilva com obsidiana derretida e um pouco de casca de aroeiro queimado. Não tem como descrever! É muito mais lindo do que as explosões dos vulcões que ele me levou pra ver num inverno no qual ninguém notaria meu sumiço. É que nós não temos pais, sabe, somos todos filhos da floresta, e como já conhecem meu histórico, nem se preocupam mais com meus sumiços. Enfim, ao contrário das explosões cinzas e monstruosas que os vulcões criam, a que nós criamos era colorida, e o som que ela emitiu... era como uma das festas de acasalamento iazu, só que acelerada e muito mais agressiva! Sabe, eu só conheço as coisas do meu povo, então não espero exatamente que você entenda o que eu digo, porque né, iazus são misteriosos e blablabla... Mas escute o que eu to dizendo, você ainda vai ver as minhas explosões por aí, vai sim! Só lembre do meu nome, e o seu show estará garantido: Alaina Bertal, FUTURA MESTRA DAS EXPLOSÕES HAHAHAHHAHAHA